Crítica: Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

Primeiro longa da história trás novo conceito para  o cinema e falha em seu próprio argumento.

 

Branca de Neve e os Sete Anões talvez seja uma das fabulas mais conhecidas, a bela princesa atormentada pela madrasta foge, encontra 7 anões, come a maçã envenenada, é beijada pelo príncipe e acorda. a fabula em si já traça uma linha tênue de roteiro, no longa da Disney a história quase chega a esse exemplo o único problema aqui são as desculpas usadas para colar essa fabula ao longa de 1 hora e 23 minutos.

 

Toda animação aqui é linda e extremamente bem trabalhada, desde os pequenos pássaros em tala ao fluido rio de fundo, a produção teve um enorme cuidado com todas as cores conceitos artísticos dentre outros, a produção também soube escolher o contraste de cores para cada personagem e isso fica visível na tela diferente de muitos filmes atuais na qual a produtora inventa conceitos para cada personagem e não vemos nada em tela. O principal destaque talvez seja o trabalho de movimentação da própria Branca de Neve que contou com Marge Champion como modelo para as cenas mais difíceis de serem animadas, como a clássica dança na casa dos anões. O trabalho de dublagem aqui também é impressionante, como um filme de baixa renda Branca de Neve teve apenas dez dubladores, muitos deles reciclados para fazerem os sons de todos os animais vistos em tela, toda sonoplastia do filme é crível e faz o espectador se encantar mais e mais por toda a arte vista em tela.

O trabalho de personagens aqui também é incrível, a rainha má é um dos personagens mais assustadores e maléficos de toda a história da produtora, o príncipe sem muito destaque incomoda por não ter desenvolvimento, já a protagonista e melhor trabalhada mostra uma menina, frágil, sonhadora e encantadora, enquanto cada anão tem uma personalidade distinta, e quando juntos funcionam perfeitamente em tela o destaque para os anões fica por conta de Dunga, e Zangado, ambos com personalidades tão fortes que mais marcam o espectador.

O principal problema aqui é o machismo envolvendo o filme, temos noção que o filme foi feito em 1937 e refletia a sociedade daquela época na qual a mulher era tratada como uma simples dona de casa, mas  Branca de Neve continua sendo um dos filmes mais assistidos de todos os tempos, e esse conceito não é mais crível em nossa sociedade, em várias cenas os produtores batem firme na tecla machista, como a personagem sem propósito nenhum dizer em voz alta que talvez os anões deixem ela ficar em sua casa pelo simples fato da mesma como mulher, cozinhar, passar e cuidar da casa em geral ou o simples fato de mostrar a mulher como um mero objeto sem dono quando o príncipe sem intimidade nenhuma chega na bela princesa adormecida e beija seus lábios. Outro problema aqui é a rapidez com que os eventos acontecem, um bom exemplo é quando branca de neve é acuada pelo caçador, e após o mesmo apontar uma faca para a princesa, ele diz para ela correr e imediatamente a mesma corre desesperadamente para a floresta.

 

Branca de Neve e os Sete Anões é um clássico que só se sustenta pelo seu valor histórico, com a nova moda da produtora transformar seus clássicos em Live Actions, talvez tenhamos uma adaptação que se redima e se bem feito pode se tornar um clássico.

Nota: 7.5/10
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