Crítica: Guardiões Da Galáxia Vol.2

Filme trás mais energia e sustenta o nome da franquia com força.

 

O Primeiro Guardiões da Galáxia foi um sucesso absoluto e uma enorme surpresa afinal de contas ninguém esperava nada de um filme com um Guaxinim falante e uma Arvore que resmungava 3 palavras, foi essa loucura que fez Guardiões da Galáxia ser o 6° filme mais lucrativo da produtora que vinha se apoiando em grandes marcas, em sua sequência o filme trás ritmo e energia para a franquia.

 

James Gunn seja abençoado, o diretor que fez sua carreira através de filmes pornos conseguiu um pequeno espaço na Marvel, e com o devido sucesso de Guardiões da Galáxia conseguiu carta branca para comandar a sequência da obra espacial, aqui o diretor está mais a vontade que nunca, com malemolência e maestria o diretor trás uma história coesa, bem escrita e que foca exclusivamente nas relações dos personagens mas isso é mérito do roteiro, Gunn que escreveu e dirigiu o longa foca na relação de seus personagens, e cria uma história particular para todos presentes criando assim um sentimento familiar entre todos os personagens com sutileza desde a perturbada relação de Peter Quill (Chris Pratt) com Ego (Kurt Russell) a relação entre Rocket (Bradley Cooper) e o pequeno bebê Groot (Vin Diesel) o diretor explora tal recurso de forma com que o espectador se sinta parte dessa pequena família espacial. Diferente do primeiro filmes, vemos em tela um orçamento muito maior logo o diretor consegue se apoiar em recursos um pouco maiores e mais fantásticos do que seu filme antecessor. Gunn mostra dominar as câmeras aqui o diretor usa planos muito inventivos que imediatamente levam o espectador cinéfilo a comparação direta com M. Night Shyamalan e um pouco do novato James Wan. Um dos recursos de Gunn que ficou muito conhecido pelo público no primeiro longa da franquia foi a trilha sonora com musicas Pop e esquecidas dos anos 70/80 aqui não é diferente, Gunn trás músicas mais contidas que vão de My Sweet Lord de George Harrison até um hard rock sujo como Fox On The Run de Sweet. O filme é energético e tira suas pausas para respirar, porém se perde um pouco na metade do segundo ato até o começo do terceiro onde se encontra e recupera toda sua identidade.

 

As atuações no segundo volume da obra são excepcionalmente espetaculares, Chris Pratt se mostra totalmente a vontade em seu papel e mostra um senhor das estrelas mais confiante que nunca, Zoe Saldana se dedica a sua personagem e mostra uma Gamora poderosa e intimidadora, Dave Bautista surpreende mais que nunca, o lutador explora seu talento nas cenas de ação porém o foco aqui é a comédia e o timing cômico do ator trás mais energia ainda para cada fala do poderoso e não muito inteligente Drax porém o ator mostra muito sua química com a nova integrante do grupo Mantis interpretada por Pom Klementieff Drax se torna uma figura paterna para a personagem e a relação dos personagens é crível e curiosa. Sylvester Stallone está totalmente a vontade aqui, o ator mostra conforto e tem uma presença extremamente intimidadora, porém o talento do ator consegue mesclar isso, já Kurt Russell (que trabalhou ao lado de Stallone em Tango & Cash de 1989) trás uma de sua melhores interpretações o ator consegue extrair de seu personagem toda malandragem e sagacidade e ao mesmo tempo cria uma imagem paterna forte e assustadora. Michael Rooker continua com o mesmo tom do primeiro filme e não trás muita diferença para seu personagem além da interação com os outros Guardiões e seu arco dramático, já um dos maiores problemas de atuação aqui é a de Karen Gillan a atriz não consegue achar o equilíbrio para sua personagem e só funciona bem quando está em cena com Zoe Saldana.

 

A integração com o Universo compartilhado é sutil, mas deixa muitas pontas abertas como a presença de Thanos, que mesmo não dando as caras se mostra uma personalidade temida e poderosa outros aspectos deixam o espectador ansioso e o faz querer que esses personagens se juntem logo com os grandes Vingadores (no qual tem uma grande sugestão no longa) essas tramas podem ser resolvidas em Thor: Ragnarok ou em Vingadores: Guerra Infinita só nos resta esperar para a produtora fazer o que saber fazer melhor em seu universo.

 

O segundo volume de Guardiões da Galáxia não é melhor que seu antecessor, mas essa não é a proposta do filme, Gunn faz um filme de autoria própria com uma simples história que se parece com um quadrinho mensal que faz com que o espectador aguarde pelo próximo volume ansiosamente.

Nota: 8.5/10
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s