Crítica: American Gods – 1° Temporada

Primeiro ano da série mistura religião com fantasia e prende o espectador ao confusionismo.

 

A série inspirada na obra de Neil Gaimain, chegou como uma grande surpresa. Em tempos em que séries mais fantasiosas precisam se provar para o público e para a concorrência, Americn Gods chega provando que há espaço para todos os públicos. Logo no primeiro episódio o espectador já se encanta com uma pequena (muito pequena) porcentagem do vasto universo da série. Somos colocados no nosso universo, porém percebemos que há algo estranho, em seguida somos jogados em um clássico modelo de Jornada Do Herói, o interessante aqui é que essa jornada envolve mais que o personagem “principal” Shadow Moon ( Ricky Whittle), a Jornada do herói envolve o público da série também, e por um motivo aparente, Shadow sente as mesmas dúvidas que os espectadores, o que está acontecendo? Onde eles estão? Como ele fez isso? Tudo isso é recorrente durante os 7 primeiros episódios, Enquanto Shadow tenta descobrir o porque, onde, e quando da situação, o espectador tenta juntar as peças mas desiste devido a um vasto numero de personagens e mitologias diferentes.

 

 A Produção da série é extraordinária, logo nos primeiros 3 minutos, temos um nível de violência aka Tarantino, a violência se estende durante toda a temporada, porém amenizada, e quando ela retorna o espectador vibra, anseia por mais. Desde excepcional fotografia até a trilha sonora, temos uma experiência Cinematográfica, em alguns episódios como por exemplo o 5° episódio Lemon Scented You na qual ficamos em uma tensão extremamente bem filmada, e com efeitos especiais de tirar o folego.

 

Todo o elenco aqui está quase perfeito, Ian Mcshane (MR. Wednesday) trás elegância malemolência e um pouco de maldade para seu personagem, já Ricky Whittle, trás um personagem confuso e seguro, o elenco de apoio também cumpre bem seu papel, destaque para  Gillian Anderson (Media) que mistura o charme e a elegancia sem ser sexualizada, Crispin Glover (MR. World) também surpreende, e trás um personagem maléfico, com um olhar insano. Por outro lado dois atores estão pessimamente escalados. dentre eles  Emily Browning que interpreta Laura Moon, a personagem tem uma trama interessante, porém a atriz não consegue trazer a tona o peso necessário, assim como Bruce Langley (Technical Boy), que exagera nas caras e bocas de seu personagem.

 

Um dos grandes erros da série, é ser muito confusa para o espectador causal, a própria produção entendeu e corrigiu o erro quando no último episódio trás diálogos totalmente expositivos, isso não atrapalha o fluxo da série, mas não era necessário. Já o grande acerto, é abordar a Religião, Homosexualidae, e Racismo de formas descaradas, sem medo de criticar religiões, e até mesmo de mostrar sem pudor o poder afro americano na construção dos Estados Unidos.

 

American Gods ainda não é a nova Game Of Thrones, mas podemos afirmar que a série está muito próxima de alcançar o atual sucesso da HBO.

 

 

 

NOTA: 9,0/10

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