Crítica: IT (2017)

Nova adaptação da obra prima de Stephen King agrada os leitores avídos do autor até os mais leigos.

It – Uma Obra Prima Do Medo, é um dos livros mais amados e aclamados de Stephen King o rei do terror. O livro conta a história de 7 crianças que se encontram e formam o “Losers Club”, um clube de perdedores que sofrem bullying e são os excluídos da pequena cidade de Denver, após uma série de crianças começarem a desaparecer, o clube se une, e descobrem que o aterrorizante palhaço Pennywise (que já apareceu para todos do clube) é o motivo dos desaparecimentos.

A nova adaptação da obra, trás toda a essência do livro de King, toda a amizade, companheirismo, e a própria essência de ser criança está no filme, o diretor, Andy Muschietti (Mama – 2008) faz um trabalho essencial em dosar perfeitamente o elemento do Terror, e o eficiente bom Humor que envolve as crianças, a dosagem e sincronia entre os dois elementos é perfeita e extremamente bem cuidadosa, o diretor e o time de roteiristas também evocam elementos interessantes do livro que foram cortados da adaptação anterior, como as outras formas que Pennywise usa para aterrorizar as crianças, como o Leproso, a mulher do quadro Judeu entre outros, porém, em tela sentimos e podemos ver um grande amor do diretor e dos produtores com a obra.

Algumas das músicas mais “pop’s” que envolvem o filme não encaixam tão bem com algumas cenas, mas isso é um problema na montagem, e não na direção, porém toda a trilha sonora composta por Benjamin Wallfish, é mais enérgica e evoca alguns elementos da primeira trilha sonora composta por Richard Bellis, para a primeira adaptação do livro para o telefilme de 1990. Já a fotografia do diretor, é cautelosa, e trás enquadramentos interessantes, porém algumas sequências visuais se tornam repetitivas como o fato do diretor sempre mostrar o palhaço Pennywise de frente, nunca explorando completamente o aterrorizante visual do Palhaço.

Todo elenco está perfeitamente sincronizado e empolgado com a obra, todas as crianças tem boas atuações no filme, porém o destaque é Finn Wolfhard (Richie Tozier) o ator entrega um personagem malando, canastrão e que protagoniza as melhores cenas do filme. Outros atores que estão bem são Jaeden Lieberher (Bill Denbrough) com sua gagueira, Sophia Lillis (Beverly Marsh) com o drama pessoal mais pesado e bem trabalhado do filme e o incrível Jack Dylan Grazer (Eddie Kaspbrak). Porém o grande destaque aqui é Bill Skarsgård (Pennywise) o ator tinha um papel difícil nas mãos já que a última versão do palhaço foi feita pelo mestre Tim Curry que era uma das poucas coisas que salvavam a adaptação anterior, Porém Bill tem um olhar maligno, e encontra uma forma assustadora de dar vida ao Palhaço, o ator cria uma movimentação esquisita, com uma postura torta, e uma voz que cativa e ao mesmo tempo aterroriza qualquer um que cruze seu caminho, e mesmo não superando Tim Curry, Bill cria um Pennywise feito para aterrorizar a geração atual.

It trás toda a essência da Obra original de Stephen King, homenageia com graça os anos 80 e respeita sua adaptação anterior sem ter a pretensão de ser melhor, e sim de ser fiel.

Nota: 9.7

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