Crítica: Blade Runner 2049

Denis Villeneuve trás artmosfera do clássico de Ridley Scott, e ao mesmo tempo expande o universo com seus magníficos detalhes visuais.

Blade Runner, o Classico de 1982, em sua época foi considerado um fracasso, tanto na bilheteria, quanto na crítica. O Motivo? As pessoas não estavam preparadas para uma historia que as forçava a pensar, com o passar dos anos, o filme se tornou um clássico Cult, e hoje, é considerado por muitos um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos.

Com todo o apreço e devoção dos fãs ao clássico, um dos maiores medos era de que sua sequência fugisse do padrão de qualidade da série, já que o diretor, Denis Villeneuve declarou, que era uma insanidade tentar fazer uma sequência da obra, porém podemos afirmar que felizmente Blade Runner 2049 é um clássico instantâneo!

Denis, mostra um grande amor pela obra na qual está trabalhando aqui, o diretor usa o Áudio visual de forma magnífica, e assim como seu mentor e produtor, Ridley Scott, o diretor trás o clima noir, sombrio e claustrofóbico do clássico de 82’.

Toda fotografia do filme é extremamente bem trabalhada, o diretor consegue expandir o vasto universo com 2 a 3 enquadramentos por cena, a cada cenário é uma nova descoberta, e a cada descoberta uma nova sensação. A nostalgia envolvente na cinematografia do filme é maravilhosa, e em certos momentos nos emocionamos por algumas simples menções ao clássico.

Uma das coisas mais amadas em Blade Runner era a trilha sonora intimista de Vangelis, o compositor que não voltou para a sequência faz falta, porém a trilha sonora composta por Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch supre um terço da necessidade intimista dos graves de 82’.

Com um roteiro extremamente bem escrito, O filme trás um Plot Twist poderoso, porém que de certa forma poderia ser revelado com apenas o Áudio visual, assim como todos outros elementos do filme, isso tira um pouco de força do filme já que uma cena inteira é dedicada a explicação desse Plot, mas no fim das contas fica bem mastigado para o público causal. A discussão aqui chega a ser um pouco mais profunda, afinal o que é ser real, ter sentimentos ou ter um corpo? Ser de carne e osso, ou uma máquina projetada com sentimentos, o filme explora muito bem todos esses elementos e os mesmos ficam na cabeça do espectador por muito tempo!

Todas as atuações aqui trazem o peso necessário para a trama, desde Ryan Gosling (Joe) que trás um personagem focado, determinado e que em certo ponto tem uma virada, em seu mundo que o faz se tornar uma pessoa mais compreensível e reflexível, Ana De Armas (Joi) também está excepcional no filme, a personagem traz uma pureza e leveza agradável, e talvez tenha um dos arcos pessoais mais dramáticos. Harrison Ford (Deckard) está de volta, e não podemos deixar de aplaudir o trabalho do ator que já conhece 100% de todos os personagens no qual Interpreta. Jared Leto (Niander Wallace) e Dave Bautista (Sapper) estão ótimos em seus respectivos papéis, o único porém, e que os personagens têm menos de 10 minutos em cena, algo que o diretor poderia ter estendido um pouco mais na pós produção!

Blade Runner 2049 é magnífico, poderoso, nostálgico, e futurístico, trás ao espectador toda a essência do clássico, e o encanta para ver novas aventuras nesse mundo. Com grandes chances de concorrer ao Oscar e compensar as injustiças com sua raiz o filme se torna um clássico instantâneo por envolver a mitologia e envolver uma paixão reflexiva.

Que época maravilhosa para revermos nossos heróis de infância.

Nota: 9.4

Crítica por: Danilo Bertozzo.

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