Crítica: Thor Ragnarok.

Ação e bom humor encerram a trilogia do Deus do trovão!

Após dois filmes nada bem sucedidos os fãs de Thor haviam perdido completamente a esperança no personagem, eis que, Thor Ragnarok fora confirmado, os fãs se empolgaram com a ideia de um filme sombrio do Deus Nórdico dos quadrinhos animara os fãs, meses depois, o estúdio confirma Taika Waititi diretor de (ótimos) filmes sátiros como What We Do In The Shadows (2014) e Hunt For The Wilderpeople (2016), a expectativa dos fãs caíram novamente, mas com o material promocional o Hype cresceu cada vez mais, e podemos afirmar que Taika foi uma das melhores escolhas para a direção!

O diretor aqui faz a junção mais perfeita do universo Marvel entre comédia e ação, o filme tem seu tempo, respira, mas sem deixar o ritmo cair, a ação desenfreada e as piadas sutis criam um sub gênero novo para os filmes de super heróis. Uma espécie de paródia (diferente de Deadpool) mas que invoca um espírito de filmes como “Apertem Os Cintos O Pioloto Sumiu” (1980) porém com um ar totalmente psicodélico.

Taika também trabalha a fotografia do filme de forma magnífica, desce composições que dão belos quadros, ao vasto mundo que permeia o filme, Taika também consegue aumentar a mitologia nórdica de forma fluida, mostrando que o diretor tem muito a oferecer.

Porém nem tudo são flores, o filme reacheado de boas piadas e muita ação, falha miseravelmente a construir um arco dramático para seus personagens, muitos dos poucos construídos, não tem um desfecho, e quando tem não afetam o espectador da forma que deveria!

Outro problema do filme é a edição, apressada e desconvexa, o espectador sente um certo “enjoo cinematográfico” com a transição das cenas, muitas delas com cortes abruptos e aberturas aleatórias, sendo o propósito de ser um filme psicodélico talvez funcionasse, mas a única coisa psicodélica aqui é seu visual de produção! Na qual é um show à parte, toda a cidade de Sakar emerge o espectador a um ambiente vivo, ambientado por seres de todos os tipos a muito tempo, nos sentimos dentro do planeta e isso sempre é algo magnífico como espectador.

Um dos elementos que mais funcionam aqui é a trilha sonora companheira de Mark Mothersbaugh, o compositor mescla temas clássicos de vídeo game, com um tom nórdico e oitentista de forma eficiente, e mesmo não sendo um marco para o universo Marvel, é um início para o valor de produção que podemos ter nas próximas adaptações dos heróis.

Quase todo elenco aqui da um Show à parte com exceção de Tessa Thompson, a atriz que tenta forçar uma personagem forte e destemida acaba se tornando uma caricatura de outras personagens do universo que passam essa imagem sem muito esforço. Por outro lado temos Cate Blanchett que da um show à parte, a atriz encontrou a voz de sua vilã e criou um personagem sexy, charmosa, calma e ameaçadora, enquanto ao mesmo tempo cria uma caricatura vilanesca, a atriz consegue se divertir e divertir ao público ao mesmo tempo passando uma seriedade cômica eficiente. Já Chris Hemsworth está mais confortável que nunca em seu papel, após explorar seu lado cômico em Caça Fantasmas, o ator achou sua melhor persona interpretativa, uma que segue para o lado da comédia, junto com a direção de Taika, Chris entrega um Thor despreocupado, poderoso e sábio. Tom Hiddleston continua fazendo Loki do mesmo jeito que nos filmes anteriores da franquia, porém aqui seu personagem e usado de alívio cômico, e seu brilho fica bem menor que em outras participações dos filmes anteriores. Mark Ruffalo está ótimo como de costume no filme, entregando um Bruce Banner semi perturbado e muito engraçado.

Os efeitos especiais do filme deixam um pouco a desejar, porém em poucas partes temos vislumbres maravilhosos dos recursos utilizados, como na grande luta entre Thor e Hulk, e devemos dar destaque aos efeitos de Motion Capture de Mark Ruffalo, em quase 100% do tempo vemos o rosto do ator mesclado com o Gigante Esmeralda, e finalmente nos identificamos com o personagem que muita das vezes esteve nos filmes para vender bonecos licenciados.

Thor Ragnarok é o melhor filme da franquia sem sombra de dúvidas, porém, não é o melhor e nem mais memorável filme do universo Marvel, só nos resta depositar nossa esperança em Guerra Infinita!

Nota: 6.9

Você pode assistir ao trailer de Thor Ragnarok abaixo:

Leia mais sobre Thor Ragnarok.

 

Anúncios

5 comentários sobre “Crítica: Thor Ragnarok.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s