Crítica: Stranger Things 2

Madura e com enredo original, segundo ano mostra para provar o valor da série.

 

Stranger Things a série original Netflix que se tornou uma febre entre os fãs de Cinema e TV, veio com um primeiro ano fraco, sem originalidade, porém que por sua familiaridade agradou a maioria do público casual, em seu segundo ano, a série volta com força, originalidade e nos empolga para as novas aventuras que estão por vir!

 

Toda a série é per meada por um roteiro espetacular, os diretores dão o tempo para cada personagem, e assim, desenvolvem seus arcos redondamente, com isso o público consegue se envolver com os personagens, entender suas motivações e mudar a perspectiva que o público cria de alguns. Em meio a tantas mudanças, alguns personagens se tornaram muito mais interessantes e profundos que, é o caso de Eleven (Millie Bobby Brown) e Steve (Joe Keery) os personagens ganharam arcos individuais muito mais interessantes e coesos do que na temporada anterior.

 

Com o investimento de 10 milhões por episódio a Netflix, acertou em cheio a produção de seu carro chefe, a série é eficiente em recriar uma ambientação oitentista, os arcades, escolas, bailes, carros, casas, figurinos, e tudo que envolve a série é perfeitamente palpável. Os efeitos especiais não deixam a desejar, e são surreais para uma produção que roda em torno de 10 milhões, pode parecer muito, mas no mundo do cinema esse é um investimento baixíssimo e aqui é super bem utilizado.

 

A adesão de novos personagens ao universo da série, é desnecessário  e desinteressante Linnea Berthelsen (Kali) faz um trabalho detestável, a atriz não atua, apenas lê o roteiro em frente as câmeras, e em vários momentos nos pegamos pensando como a direção aprovou o trabalho da atriz para o corte final, junto com Sadie Sink que interpreta Max a nova integrante do grupo de crianças a atriz não chega a ser tão ruim quanto Linnea, porém sua atuação irrita, a atriz só tem uma expressão para qualquer tipo de sentimento, medo, alegria, curiosidade, a expressão morta de Sadie não passa nenhuma das emoções necessárias e é um desperdício já que a personagem é interessante na teoria. Por outro lado, o novo elenco ainda assim adiciona mais do que diminui,  a adição de Sean Astin trás leveza ao elenco, enquanto  Dacre Montgomery trás a sagacidade, e a beleza peculiar apreciada nos anos 80.

 

O resto do elenco faz um trabalho de ponta, Millie Bobby Brown trás uma Eleven muito mais interessante, poderosa e pensativa, a atriz encontrou a voz para sua personagem e isso sempre é ótimo, o elenco masculino infantil também cumpre muito bem seu papel, com destaque para Noah Schnapp que pode ser indicado a um Grammy por sua atuação pesada e perturbadora. Winonna Ryder mostra seu potencial e talento, diferente da primeira temporada, aqui a atriz tem a leveza e pureza necessária para o papel e junto com Noah merece uma indicação ao Grammy.

 

 A série também se diverte, e faz piada com os erros da primeira temporada, como a falta de originalidade, a produtora (Netflix) ouviu as reclamações sobre sua ausência, e enquanto se desculpa com os fãs da série por isso, acrescenta um elemento muito importante, que com certeza vai cativar muita gente: a criatividade.

Nota: 7.5

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