Crítica: Rogue One: Uma História Star Wars

Grande fã service agrada aos fãs mas falha cinematograficamente

 

 Star Wars Rogue One é o começo da saturação de uma franquia bem estabelecida, enquanto os eps 1 2 e 3 exploraram tudo que havia para explorar do passado da franquia, Rogue One chega para mostrar que agradar aos fãs não é o caminho correto para a qualidade.

 

Inflado de referências, e se aproveitando de um texto com 16 linhas, a história conta como os rebeldes roubaram os planos da primeira Estrela da Morte (história que já havia sido contada no prólogo de Uma Nova Esperança) os roteiristas decidiram criar personagens para com por essa história e o resultado é decepcionante, todos os personagens criados para a trama não tem carisma, mesmo sabendo que todos vão morrer, o diretor não faz a mínima questão de desenvolver nenhum deles, todos parecem Action Figures, com frases de efeito que são esquecidas 10 minutos após serem proferidas.

 

O filme flerta com filmes de guerra, como o Resgate do Soldado Ryan, mas isso se aplica a sua estética de filmagem, e não chega nem aos pés da narrativa do filme original, a sensação aqui, é que estamos esperando um final Nostalgico, mas nunca entendemos o real motivo de estar acompanhando aquela história.

 

Um dos pontos fortes é a fotografia, cinzenta e escura, o filme é eficiente em mostrar um vasto espaço na qual os personagens transitam, porém se perde na edição que tem a necessidade de explicar cada objeto e planeta em cena, a vontade de agradar o público devoto é tão grande, que os produtores e diretores chegam a esquecer que antes de ser uma franquia com fãs, o filme em si é uma obra a parte, e deve ser avaliado e assistido como uma.

 

O Elenco aqui não cativa, e a um dos maiores crimes é Felicity Jones, que tem a mesma expressão para qualquer tipo de emoção, Medo, Dúvida, Tristeza, Alegria, e Agonia, a cara de tacho da atriz fica escancarada na tela, enquanto a cada minuto nos pegamos pensando: POR QUE?

 

A trilha sonora é a primeira não composta por John Williams, e sua única função aqui é emular o estilo do compositor, reciclando várias partes picotadas do mesmo, em nenhum momento temos uma trilha original que remete ao universo de Star Wars.

 

Por outro lado o filme tem lados positivos, porém são poucos, como a pequena participação de Darth Vader, a presença do vilão é extremamente bem construída e nos prova que Vader realmente é e sempre será o maior vilão da história do Cinema! As cenas de ação com o personagem são de tirar o folego e deixar o espectador na ponta da cadeira, mas são as únicas que vingam e fazem o dinheiro do espectador valer a pena.

 

O CGI utilizado no filme é eficiente, mesmo que seja para criar objetos que foram criados a 40 anos atrás de forma muito melhor, o filme consegue nos convencer de que aqueles objetos e personagens são reais, mas não chegam perto de emular o que George Lucas fez na trilogia clássica. Aqui o diretor decidiu criar personalidades já falecidas, como Carie Fisher e o almirante Morff (Peter Cruhsin) por um lado a maquiagem funciona, porém se olharmos muito tempo, percebemos bonecos horrivelmente feitos por um CGI Tosco, sendo que a mesma companhia (Disney) fez os efeitos de rejuvenescimento de Robert Downey JR em Capitão América Guerra Civil e o resultado foi brilhante!

 

 Rogue One não cativa, não emociona, e só mostra para o fã um compilado de coisas que o mesmo já viu em obras melhores, para os mais carentes da franquia funciona, para os apaixonados por cinema é uma grande bobagem de 2h e 30M, e só nos faz pensar, que mesmo com todos os erros dos ep’s 1 E 2 George Lucas realmente entendia como fazer o mesmo universo fluir.

 

Nota 3.0

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