Crítica: Star Wars EP: 1 – A Ameaça Fantasma

Primeiro filme Prequel da franquia acerta em personagens mas erra com história

 

 Lançado em 1999 16 anos após o lançamento de O Retorno de Jedi, George Lucas retorna para contar o passado de Anakin Skywalker. Na época com o começo da internet, os fãs da saga estavam carentes de um novo episódio da franquia, a expectativa dos fãs eram ver a continuação dos arcos de Han, Luke e Leia, porém George Lucas sempre afirmou já ter pensado a franquia como uma Hexalogia, porém começou a contar a história pelo final, já que na época de lançamento de Star Wars (1977) a tecnologia não era tão avançada. Por um lado, o diretor acertou nessa decisão, enquanto temos um mundo expandido da franquia visualmente lindo e encantador, ao mesmo tempo em que temos alguns personagens com designs originais e bem executados, enquanto por outro temos outros personagens criados completamente por CGI e totalmente mal executados.

 

 O primeiro episódio da franquia, traz um viés politico forte, porém não se aprofunda completamente no tema, o que instiga o espectador a querer ver mais daquilo, por outro lado, os fãs mais ávidos sentiram falta de debates como a Força e como a mesma equilibra a galáxia, e a mantém unida, mas como já aprendemos, o cinema não é feito por gosto pessoal, e sim por acertos cinematográficos.

 

 A fotografia do filme é bela, bem executada, porém peca quando foca em um plano estático, e assim vemos um fundo morto em CGI, o mesmo que só funciona enquanto o diretor mescla CGI com seus efeitos práticos, que são as cenas em Tatooine e muitas das cenas em que os personagens estão dentro de suas naves no espaço, essa combinação traz uma vida viável para o filme, porém se perde quando o diretor deixa sua câmera parada e sem vida. A trilha sonora de John Williams é impecável o compositor mescla fantasia, aventura, drama e um pouco de opera, e a mescla de gêneros é sensacional no final!

 

 Por outro lado, George Lucas errou a trazer Jar Jar Binks, o personagem serve como um alívio cômico para as crianças, porém o erro de Lucas, não é ter criado um personagem tão cômico, mesmo que não agrade os adultos, o que incomoda no personagem, é seu CGI exagerado, Lucas usou um ator fantasiado com a caracterização do personagem como modelo digital, a decisão digital do diretor influencia negativamente a narrativa do filme, já que em muitos momentos perdemos tempo para o diretor mostrar seus recursos visuais, e não para mover a trama em si e isso nunca é um bom sinal!

 

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 O casting do filme é impecável o destaque vai para Liam Neeson (Qui-Gon Jinn) e Natalie Portman (Padmé Amidala) o talento dos atores transborda e carrega o filme em muitos momentos, Ewan McGregor (Obi-Wan Kenobi) tem uma participação reduzida na trama, mas o ator trás todos os três jeitos sábios de Alec Guinness primeiro intérprete do personagem nos cinemas. O ator mirim Jake Lloyd (Anakin Skywalker) é o ponto negativo da trama, o ator não carrega o peso necessário para o personagem e sua atuação é insuportável, em muitos momentos George Lucas faz o personagem que vem a se tornar Darth Vader gritar “YUUPE” e isso é imperdoável para os fãs e entendedores de cinema! Ray Park que interpreta o vilão Darth Maul é um dos pontos altos da trama, o ator trata seu personagem como uma besta, além de ter um visual sensacional, os olhos do personagem trazem a pura maldade, seu único ponto negativo é ser pouco explorado ao decorrer da trama.

 

 O filme que tem 2h e 16min se estica demais, em muitos momentos, temos apenas paisagens e cenas vazias, que não movem a narrativa nem para a frente e nem para trás, ao mesmo tempo o diretor decide colocar 2 exércitos lutando em um campo aberto, e tudo nas cenas é CGI desde os exércitos, ao cenário e objetos em cena, não temos empolgação para as lutas pois sentimos que não há vida lá, mas isso não tira o mérito das cenas de cenas de ação e aventura memoráveis, como a corrida de Podracers em Tatooine e a luta final entre Qui-Gon, Obi-Wan e Darth Maul.

 

 Star Wars – A Ameaça Fantasma não é o pior filme da franquia, mas tinha o potencial de ser um filme muito melhor e memorável, a ganancia digital de George Lucas arruinou muito de um dos filmes que poderia ter sido melhor e mais cativante do que a sua trilogia clássica.

 

Nota: 7.0

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