Crítica: Star Wars EP: 8 Os Últimos Jedi.

 Novo filme da franquia ousa, encanta e emociona.

 

 Star Wars Os Últimos Jedi é a resposta perfeita para aqueles que achavam a preparação de terreno estabelecida em O Despertar Da Força desnecessária.

 

Dirigido e roteirizado por Rian Johnson o filme leva a franquia por caminhos ousados e nunca explorado antes. Star Wars Os Últimos Jedi, não é um filme sobre heroísmo ou sobre acertos, esse filme fala sobre erros e como eles podem fortalecer alguém, afinal o erro é o melhor professor!

 

Trazendo velhos personagens como Leia (Carrie Fisher), Luke Skywalker (Mark Hamill) C-3PO, R2-D2 E Chewbacca, o público sente falta de um personagem: Han Solo, mesmo com um olhar crítico é impossível negar que o personagem faz falta em um universo na qual temos Luke, Leia e todos os outros personagens da franquia clássica. A presença do personagem aqui é pouco citada, porém muito sentida.

 

Um dos desafios do Diretor, era reforçar a paixão do público pelos novos personagens estabelecidos, Rey, Finn, e Poe Dameron, crescem e se destacam aqui, Poe Dameron (Oscar Isaac), está em uma jornada de aprendizado, o personagem cresce aos olhos do espectador, e suas falhas são essenciais para entendermos seus futuros acertos. Finn (John Boyega) tem seu arco reduzido aqui, enquanto o personagem sai em uma jornada embarrigada com Rose (Kelly Marie) que no fim das contas, só leva em caminhos previsíveis e diminuí o arco do personagem que vinha em uma crescente extraordinária, mas não podemos negar, John Boyega tem talento, e o ator consegue segurar o peso que lhe é dado de forma maestral! Rey (Daisy Ridley) cresce, amadurece, erra, acerta, aprende, ensina, e se torna um simbolo, a personagem ganha um dos arcos mais pessoais aqui, e junto com Luke Skywalker, subverte o clássico treinamento Jedi estabelecido em o império contra-ataca com Luke e Yoda, o toque de ouro do roteiro é esse mesmo treinamento, e com certeza irá chocar os fãs.

 

 Kylo Ren (Adam Driver) é destaque aqui, o personagem funciona perfeitamente como o lado oposto e confuso de Rey. Kylo sofre pela morte de Han Solo, e seus conflitos são visíveis em cena. O personagem cresce, aponta, desaponta, e em muitos momentos, Johnson tenta redimir o personagem, mas o mesmo descobre que o assassino de Han Solo não terá o perdão do grande público no final, então as decisões tomadas pelo diretor assustam e subvertem a expectativa como um todo, porém a crescente de Kylo a se tornar um dos maiores vilões da saga cresce e impressiona.

 

A ligação dos personagens é interessante aqui, enquanto Rey está em busca do conhecimento da força, e entender seu lugar no mundo, Kylo está em busca de se tornar o mal puro, com a edição precisa, o filme consegue apresentar os dois lados da moeda, e surpreender as expectativas, em vários momentos somos enganados e surpreendidos.

 

A fotografia aqui é uma das mais belas de toda a saga, o design de vários cenários foram feitos com total maestria, naves, salas, tronos, tudo aqui  quando removido da tela sai como um belíssimo quadro, e o destaque, vai para a sala de Snoke, a sala toda vermelha, circular, com chão negro, choca o espectador, e a beleza mortal que ali reside nos encanta. Assim como o novo planeta formado por sal, o design e as criaturas que ali vivem foram criadas e passam um cuidado e amor da produção que nos impressiona enquanto faz justiça a história que está sendo contado, nenhum elemento aqui está de graça.

 

A metade do segundo ato talvez seja um problema, Finn e Rose (personagem nova e mal desenvolvida) saem em uma jornada em busca de um elemento que pode mover a trama, porém Rian estica essa jornada a levando para lugares que fogem da franquia, somos jogados em um planeta novo, na qual a sensação é a mesma de estar vendo um filme comum de SCI-FY em uma terra pós apocalyptica. Star Wars sempre foi a história que trazia planetas simples, vázios, e quando se arriscava em mostrar cidades, as mesmas eram sujas, ou vistas de pontos de vista que chocavam o espectador. Aqui essa sensação é diminuída, mas é uma visão do diretor, deturpada, mas ousada. O mesmo segundo ato, se enrola mais que o esperado, e toma conta de boa parte do segundo ato da trama, e em muitos momentos, quando voltamos para o mesmo ato ficamos com a vontade de ver o que estava sendo apresentado anteriormente, dentre todos os personagens, Finn é o que mais sofre com a edição e direção do filme.

 

Por outro lado o diretor acerta, em trazer um Luke Sywalker, pertubado, confuso, poderoso, e sábio, Rian usa coisas sutis aqui para apresentar o desgaste mental do personagem, e Luke deixa de ser o herói clássico na qual crescemos acompanhando, em troca, ganhamos um personagem mais profundo, e com um ar que faz bem a trama e ao universo em si. Mark Hamill aqui merce palmas, o ator encontra a voz de seu personagem mais uma vez, e o leva para caminhos nunca explorados antes, grande parte da história de Luke é mérito do diretor, enquanto todo o resto que de fato nos emociona é 100% mérito de Mark.

 

O filme também é corajoso em relação a Leia Organa, personagem interpretada pela falecida Carrie Fisher, a morte da atriz de fato interferiu em momentos oportunos para o roteiro, não podemos de fato dizer o quanto do material final foi planejado pela produtora, porém a coragem de focar grande parte do filme na atriz que já faleceu e mesmo assim subverter a expectativa do público para esperar mais da mesma no EP 9 é de se admirar, e só podemos esperar que o último filme dessa nova trilogia seja um dos filmes mais épicos de todos os tempos!

 

 John Williams volta mais uma vez, com uma trilha sonora que vai de encontro com cada emoção apresentada em cena, desde as épicas batalhas, até as trágicas e mais belas mortes, o compositor mostra que a trilha sonora da franquia o pertence, e o maior acerto aqui é o manter na produção, pois sua trilha sonora faz toda a diferença no produto final!

 

 Star Wars os últimos Jedi é corajoso, inovador, e mesmo seus erros conseguem ser relevados pela grandiosidade contida no filme, a expectativa para o 9° episódio da franquia e grande, e promete emocionar ainda mais!

Nota 9.0

 

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