Crítica: Coco | Especial Oscar 2018

Pixar encanta crianças e adultos com sua fórmula mágica.

 

Dirigido por Lee Unkrich e Adrian Molina, coco é a nova animação da Pixar que trás uma trama simples, focada em família, costumes e seus valores. Na trama Miguel (Anthony Gonzalez) é um garoto, que respira música, uma das artes que foram  banidas de sua família devido ao abandono de seu Bisavô que era músico. No dia dos motos, Miguel decide participar do concurso de talentos de sua cidade e acaba se envolvendo em uma aventura que o leva ao mundo dos motos, lá o mesmo deve refletir sobre seus conceitos sobre amor, família e prioridades.

 

O filme trás consigo a formula Pixar que consegue encantar as crianças mas trás um sub-texto emocionante para os adultos. Desde de Iside Out (Divertida Mente) que abordava um caso sério como depressão, a empresa desenvolveu uma fórmula para agradar os quatro quadrantes de seu público. O roteiro é inteligente, divertido, emocionante e em muitos momentos simplesmente nos esquecemos que estamos assistindo a uma animação, em muitos momentos conseguimos perceber todo o envolvimento da produção de arte, roteiro e sentimos uma enorme paixão transbordar da tela.

 

O roteiro de Lee Unkrich (Trilogia Toy Story) e Jason Katz (Monstros S.A) comove o espectador em muitos níveis, a dupla de roteiristas consegue enganar o espectador com tramas simples e até mesmo clichês, porém sua formula é tão bem executada que n+9ão ligamos para isso.

 

A direção aqui é espetacular, por mais que a empresa já tenha os recursos para fazer uma animação foto realista, eles preferem seguir seu estilo clássico de animação, o foto realismo, entra na parte técnica em muitos momentos percebemos movimentos de câmera impressionantes para uma animação, como a câmera na mão, giros 360° entre outros. Já a direção de arte do filme é um show a parte. A Pixar muitas vezes já criou sociedades, desde a sociedade dos brinquedos em Toy Story, a sociedade dos peixes em Procurando Nemo e a sociedade dos monstros em Monstros S.A, aqui não é diferente, a sociedade dos mortos é encantadora, a cidade é colorida e por mais irônico que pareça ela é viva! Desde os prédios, piscinas, lagos e elementos de cena sentimos uma presença vibrante dessa sociedade. O Design dos personagens também é algo incrível, desde sua aparência em vida, os animadores conseguem transparecer as mesmas características em caveiras, fazendo com quem cada um tenha seu próprio aspecto.

 

As canções originais, todas cantadas em espanhol emocionam e divertem e o destaque vai para “Recuérdame” a canção trás um ritmo melancólico, porém sua letra ambígua consegue transviar a melodia em algo divertido, mesmo quando não deve. Michael Giacchino compõe a trilha sonora que trás elementos mexicanos, não é nada memorável como seu trabalho em Os Incríveis, porém é eficiente como deve ser.

 

O único ponto que incomoda o espectador mais atento, é o fato de todos os mexicanos falarem inglês com sotaque, isso tira um pouco o espectador do filme, mas ao decorrer do filme vamos esquecendo um pouco do mesmo e aproveitando mais e mais a trama.

 

Coco é uma obra prima da Pixar e com certeza já merece estar no panteão dos melhores filmes da empresa.

 

Nota: 9.7

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