Crítica: Ferdinand | Especial Oscar 2018

Animação dirigida pelo Brasileiro Carlos Saldanha empolga, mas não encanta!

Ferdinand (O Touro Ferdinando) é a nova animação da Blue Sky que vem concorrendo ao Oscar de melhor animação! Com roteiro e direção do Brasileiro Carlos Saldanha, o filme conta a história do Touro Ferdinando, que desde pequeno nunca gostou de brigas ou violência, um dia sua vida muda repentinamente e Ferdinando precisa escolher entre seguir seu ideal ou sobreviver.

 O Remake da animação clássica da Disney de 1938 chegou inovando alguns conceitos do conto clássico, enquanto na animação Ferdinando era um touro mais afeminado devido ao pensamento da época, aqui vemos um touro comum que não se envolve em violência, não existe um debate ou deboche sexual por trás da animação. Porém seu roteiro, peca em contar um simples conto, e acaba se estendendo mais que o necessário, adicionando personagens sem peso a trama e que só estão nela para preencher um tempo em tela. O Ponto positivo da trama vem justamente de seu protagonista, Ferdinando. O touro prende o espectador com seu visual e seu jeito pacífico, e chega a abordar alguns temas pesados como violência, vida e morte.

 A animação da Blue Sky, diferente de outras empresas como Disney, Pixar e Dreamworks não consegue formar muito bem suas sociedades, diferente de seu concorrente ao Oscar, Coco, que explora muito bem a sociedade dos mortos, Ferdinand não consegue explorar nada do mundo animal sem tratar seu público alvo como desmiolados, o nível de descrença não consegue atingir nem mesmo as crianças de 5 anos de idade e muito menos seus pais, que são as pessoas que vão dar o lucro a empresa. Porém em meio a tantos designs bagunçados, Ferdinando é o único acerto da animação o visual do touro convence encanta e com certeza fará com que a venda de brinquedos inspirados no filme faça um bom lucro.

 A trilha sonora de Nick Jonas está completamente fora de tom aqui, em muitos momentos reflexivos o músico traz um pop muito animado, que foge completamente da proposta imposta em cena, e isso tira o espectador da imersão cinéfila. Porém funciona nos momentos de aventura como sua cena final. Porém o filme não se perde totalmente, seu primeiro ato é interessante e narra de forma simples a clássica animação de 1938, enquanto seu segundo ato é um desastre interminável, com piadas fora de tom, personagens detestáveis, e tramas tolas, com algumas boas piadas como a cena de dança entre os touros e os cavalos. Por fim, seu terceiro ato consegue trazer um pouco de vigor ao filme, a cena final na qual Ferdinando é obrigado a participar da Tourada é comovente e tensa, e consegue imergir o espectador de volta para dentro do filme e o prende lá até os momentos finais na qual consegue se encerrar de forma digna.

 O trabalho de dublagem está excepcional. O Destaque aqui vai para John Cena que dá voz ao touro Ferdinando, Cena consegue trazer todas as emoções para um personagem gigante por fora e carinhoso por dentro, o desafio da dublagem para o ator foi de um tremendo trabalho já que John Cena possuí a voz muito grave, por fim o ator conseguiu achar o tom correto para sua performance.

Ferdinand não é a pior animação da história, mas desmerece muitos elementos sutis de seu conto original, e com um trabalho de roteiro melhor e mais bem pensado poderia ser uma das animações mais inovadoras de sua época. Como diriam os fanboys do Twitter #DEVOLVEPRADISNEY.

Nota: 6.5

Confira o clássico conto da Disney

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